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Auditoria de SEO técnico: por onde começar

Um roteiro objetivo para auditar um site em até 2 horas e priorizar correções por impacto.

22 de março de 2026 11 min de leitura

Etapa 1 — Crawl

Use um crawler (Screaming Frog, Sitebulb ou o próprio SeoLens-IA Diagnóstico Profundo) para mapear até 500 URLs. Anote: status codes, profundidade, títulos duplicados, meta description ausente, imagens sem alt, redirecionamentos em cadeia.

Configure o crawler para respeitar robots.txt mas também rodar uma segunda passada ignorando o arquivo, comparando os dois resultados — diferenças revelam bloqueios acidentais.

Etapa 2 — Indexação

Compare URLs do crawl com URLs indexadas no Search Console. A diferença revela páginas órfãs, bloqueadas ou de baixa qualidade. Use o relatório de Cobertura agrupado por motivo: noindex, canonical alternativo, soft 404, etc.

Atenção especial a "Indexada, não enviada no sitemap" — costumam ser URLs duplicadas ou parametrizadas que deveriam ser canonicalizadas.

Etapa 3 — Conteúdo

Identifique páginas com bounce rate alto e tempo baixo no GA4. Reescreva ou consolide. Faz mais sentido ter 50 páginas excelentes que 500 medianas — o Google trata sites com muito conteúdo fraco como sites de baixa qualidade.

Use a busca site:dominio.com para encontrar conteúdo esquecido: páginas de teste, drafts publicados por engano, áreas de admin expostas.

Etapa 4 — Performance

Rode PageSpeed Insights nas 10 páginas mais visitadas. Priorize LCP e INP em mobile (que pesa mais no ranking). Se o site é lento de forma transversal, o problema costuma ser servidor (TTFB alto) ou JS pesado — atacar caso a caso é menos eficiente que resolver na raiz.

Etapa 5 — Links

Mapeie internal linking. Páginas importantes devem estar a no máximo 3 cliques da home. Identifique páginas com 0 links internos (órfãs) e adicione links contextuais a partir de conteúdo relacionado.

Para backlinks, exporte do Search Console ou Ahrefs e foque em recuperar links quebrados (404 que apontam para o seu site) — solução rápida com bom retorno.

Etapa 6 — Mobile e Acessibilidade

Audite com Lighthouse em modo mobile. Toque em alvos < 48px, conteúdo cortado, fontes muito pequenas, sobreposições — tudo isso degrada experiência e ranking.

Priorização

Plote cada problema em uma matriz Impacto x Esforço. Atue primeiro nos quadrantes Alto Impacto / Baixo Esforço (canonical, noindex acidental, sitemap desatualizado). Depois ataque Alto Impacto / Alto Esforço (refatoração de templates, migração de plataforma). Esqueça Baixo Impacto.

Etapa 7 — Logs de servidor

Quando há acesso a logs de servidor, eles revelam exatamente o que o Googlebot rastreia, em que frequência e onde gasta orçamento. Em sites grandes (>50 mil URLs), análise de logs é o único jeito confiável de identificar páginas que consomem rastreamento sem retorno em indexação.

Documentando descobertas

Toda auditoria deve gerar um documento curto com três seções: problemas críticos (quebra real de SEO), oportunidades (ganhos prováveis) e observações (mudanças que dependem de decisão de produto). Sem documento, recomendações se perdem entre sprints.

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